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30 agosto, 2010

Texto

E a escrita precisa ser bonita.Tem que ter charme e tem que combinar. Como na moda, nem todas as palavras caem bem a todo momento. É preciso olhar bem antes de sair com aquela frase que parece de efeito, mas pode acabar um pouco cafona. Reorganizar os elementos, vale a pena. Rever os acessórios também, nem todos os objetos vão bem. Como a moda, requer criatividade. Nos surpreendemos como alguns elementos tão diferentes podem criar tanta harmonia.
A escrita é mais democrática que a moda, sim ela é. Importa muito pouco a idade ou mesmo o tipo físico, mas ainda assim, ocasião ainda precisa ser levada em conta. Nada como um poema, uma poesia, quando o momento é de amor. Nada como um conto, quando a ocasião pede descrição. Uma crônica sempre vai bem quando estamos de pá virada e uma música...ah! a música combina com tudo. 
Através da escrita, somos como somos, somos como queremos ser e somos até nada! O que é difícil dizer, às vezes fica mais fácil escrever. Mas não importa o que façamos, é preciso sentir, existir, é preciso permitir ser.
Seja como for, a escrita tem beleza e precisa dela. Escrever requer simplicidade com requinte, charme e liberdade. 
Acordei hoje pensando sobre a beleza de um bom texto.






30 abril, 2010

Sua ....Subjetiva!!!


“Até nos seus horários você é subjetiva!” Ouvia enquanto tentava mostrar a importância de um planejamento mensal de horários que fossem flexíveis o suficiente para atender às demandas das organizações que estávamos atendendo. Parecia lógico e pautado em novas perspectivas de gestão e nem um pouco “subjetivo”. Mas, muito, além disso, o que me chamava à atenção era isso: “quando chamar alguém de “subjetivo” tinha se tornado um insulto?” E porque agora sentia nessa afirmação desdém e deboche peculiar de quem encontra na “objetividade” motivo de orgulho. Não entendia.Não entendia mesmo.
Então decidi pensar sobre o que seria ser alguém subjetiva. O que seria isso? E quais os critérios para estabelecer se alguém deve ou não ser repreendida por esse tão terrível “erro”?
Subjetiva até com horários, pensava. Sim, sou. Sou já que só posso ser. Enquanto penso minha rotina, eu sou. Enquanto trabalho, eu sou. Enquanto estudo, namoro, compro, pago contas, eu sou. Enquanto alcanço resultados propostos pela empresa, sou subjetiva. E não há uma só atividade dessas em que minha subjetividade não esteja presente. Em todas elas, posso sentir meu corpo e minha alma regozijando ou pedindo socorro. E ali esta ela. Minha subjetividade. Estou e sou “sujeita”.
Enquanto alguns criticam tudo que não é pragmático, estudos começam a mostrar que a fluidez é o caminho. Flexibilidade e adaptabilidade: só se fala nisso no mercado de trabalho. Descobriram (oh!) que pessoas resilientes são mais produtivas, mais criativas e podem oferecer melhores soluções para o mundo dinâmico e global. Padrões objetivos e enrijecidos vão aos poucos abrindo espaço para um pensamento organísmico que reconhece a subjetividade por trás da “força de trabalho”. O mundo pede subjetividade na “mão de obra”. O mundo pede mão, pés, alma, emoção, força, poder e fraqueza, mas ainda não sabe disso.
“ Lógica da gestão flexível”, lembrava de uma aula em que se tratava desse assunto. Enquanto é sentido que falta alma nas ações, tentam criar um modelo de flexibilidade? Engraçado. Não parece lógico, nem objetivo.
O mundo sente que são necessárias mudanças, mas por algum motivo, ser sujeito é motivo de chacota. Sentir é futilidade e a “objetividade” (seja lá o que isso signifique) é endeusada a custo da saúde e vitalidade de todos.
Mas eu sigo: subjetiva até nos horários.

11 março, 2010

Ser e Sentir.

Uma discussão difícil.
Sempre, como digo na descrição do próprio blog, preferi sentir.
Não há espaço entre ser e sentir. Não para mim. Porque na verdade, sou nada. Sou somente o que sou capaz de sentir e por isso, tudo muda tanto. Mudo tanto.
Quando somos, somos e pronto. E o peso de ser somente uma coisa é grande demais. Confortável pra todos a nossa volta, já que se torna simples saber o que esperar.Posso me apoiar no que já conheço e esperar sempre mais do mesmo. "Contar com alguém",seria isso? já saber o que esperar dessa pessoa? Quer dizer que quando alguém pergunta se pode contar comigo quer saber se pode contar com determinada reação minha? Nunca tinha pensado nisso. Se for assim, conte somente com minha vontade de sentir, com minha vontade de autenticamente sentir.Conte com meu amor, conte com a minha ódio, conte com minhas conversas, conte com o meu silêncio.Conte com minha doçura, conte com minha amargura. Conte com o meu contentamento, conte com a minha raiva. Conte com o meu sono, conte minha energia. Conte com meu altruísmo e conte com meu egoísmo. Conte com minha coragem, conte com meu pavor.

Não me pergunte mais quem eu sou. Me pergunte o que eu sinto.

23 setembro, 2009

Sem Perspectiva Nenhuma


Já ficaram assim? Nem sei porque pergunto, a resposta deve ser sim. Afinal, faz parte de nós essa sensação de vazio e indefinição. Ela não é sentida sempre, não poderíamos suportar, mas de tempos em tempos ela mostra que está por ali, de vez em quando bate à porta e as vezes nos invade sem pudor algum.
Dessa vez, estou experimentando a sensação batendo à porta, de mansinho e até respeitosamente, me dando oportunidade de pensar novos caminhos, de responder, de experimentar o momento sem desespero. Mas só dessa vez.
E por que isso? e pra que isso? são perguntas sem respostas, eu sei, mas mesmo assim, não me canso de perguntar, não consigo evitar. Sei que não tem nada a ver com questões práticas do dia a dia, já me enganei pensando sobre isso. Mas hoje, vejo que essa sensação não diz respeito a isso. Talvez arrumar o guarda roupa, fazer planos ou resolver pendências até me distraiam um pouco, mas não tem nada a ver com o cerne da questão. Também, dessa vez, não tem nada a ver com aquele período sombrio do mês de algumas mulheres(meu caso, obviamente).
Não tem a ver com nada, ou melhor, essa sensação é o nada. E a percepção absurda do nada, inércia, vazio, fim.

19 agosto, 2009

Irritando Tássia Pinheiro


Me imaginava no programa da Fernanda Young dizendo: "Pacas! Crianças mal educadas, pais apáticos e adultos sem limites, me irritam pacas, Fernanda!". Era o que eu fazia pra não enlouquecer hoje vindo de um vôo de Fortaleza pra São Luís.
Uma criança na minha frente berrava enquanto a mãe ria e colocava o mp3 nas alturas( mesmo com a comissaria já tendo dito: " a parrrtirr desse momento todos os equipamentos êlêtrônicos deverão perrrrmanecerrr desligados!"), uns 5 marmanjos de no mínimo 40 anos cada, falavam alto, gritando besteiras e agindo como nenhum garoto de 13 anos deveria agir. Enquanto isso, eu, morta de sono porque saí de Juazeiro às 3:00 da manhã, tentava imaginar as consequências dos meu atos, caso eu fizesse tudo que passava pela minha cabeça naquele momento. Mas lógico que ninguem tem nada a ver com isso, e eu que aguente, heroicamente, por uma hora o show de horrores.

Me irrita pacas!!! Pacas! Não consigo explicar como a falta de educação e limites me irritam! Nós brasilieiros temos muitas coisas das quais nos orgulhar, mas eu não vejo graça nenhuma nesse jeitinho que faz com que todos se sintam a vontade pra falar na altura que quiser, na hora que quiser e onde quiser. Fernanda concordaria comigo e continuaríamos a falar do meu novo livro de sucesso entre piadas ácidas e comentários sarcásticos.
Cada um lida com a raiva como pode. Eu fiz isso até conseguir dormir...

05 agosto, 2009

Pergunta

Por que ele era assim tão pesado? Sempre imaginou como seria não pensar, como seria não ter tantas perguntas? Lá estava ele se questionando de novo. Parecia muito simples a caminhada das manadas, não, ele não podia supor isso. Era muito egoísta.
Pra quem ele se exponha? O que ele queria que vissem? e depois que vissem e descobrissem, o que ele esperava que dissessem? mais perguntas.
Aos 12 ele levava a vida com uma certa leveza, não se lembrava porque agora, não muito tempo depois, enquanto ela estava diante dele, esperando uma resposta, tudo parecia uma tortura. Ele não tinha respostas. E perguntas incomodam demais, calou-se.
Ele sentia-se chato, entediante. Logo ele.Não gostava de ser confuso.
Estava decidido, então respondeu: Não sei. Só sei que agora quero aprender, quero aprender a viver mais leve, mais simples e mais livre. Você sabe como?
E terminou com uma pergunta.

17 julho, 2009

Pensando....

Eu vou escrever um livro. Não sei ainda quando, nem como, muito menos sobre o que. Não sei o gênero, não tenho ideia alguma agora. Mas acho que preciso escrever um livro, sempre quis fazer algo artístico e acho que é isso..um livro. Será que eu fico famosa? Difícil. Só sei que vou escrever um livro.

07 julho, 2009

Votos






Tentei baixar o vídeo mas fica dando erro...ouçam a música. Acredito que quase todos conhecem, mas está numa versão linda. E desse jeito, mexeu comigo. Misturada numa cena em que duas pessoas decidem ficar juntas e se casam assinando seus votos num post it azul. Sou romântica sim e por mais que casamentos chiques e deslumbrantes me encham os olhos e me façam chorar, tem algo de especial, muito especial numa cena dessas.
Uma decisão. Carinhosamente tomada, uma decisão, racional e apaixonada, sim. What a felling.
É mais que um sonho. É desejar a vida real com o outro, é saber o que espera e se entregar. É não esperar nada mais do que o real, e isso será o sonho. É querer o outro mais que às idéias.
Poder estar em qualquer outro lugar, mas decidir estar ali.

Os votos que estavam no post it eram:
- Amar sempre, mesmo quando odiar
- Não fugir, nao importa o que aconteça
-Cuidar um do outro mesmo quando estiverem velhinhos, fedidos e senis.
-Isso é para sempre.

Achei lindo e chorei.

Eu decido Apaixonadamente racional decido que quero você. E mais ainda, sei que amo você e quero estar aqui.
Isso faço agora pela primeira vez. Agora somos nós dois.

Te amo.


What a Felling

First, when there's nothing but a slow glowing dream
That your fear seems to hide deep inside your mind
All alone I have cried silent tears full of prideIn a world made of steel, made of stone
Well I hear the music, close my eyes, feel the rhythm
Wrap around, take a hold of my heart
[Chorus:]What a feeling, bein's believin'
I can't have it all, now I'm dancin' for my life
Take your passion, and make it happen
Pictures come alive, you can dance right through your life
Now I hear the music, close my eyes,
I am rhythm
In a flash it takes hold of my heart[chorus (with ... "now I'm dancing through my life")]
What a feelingWhat a feeling (I am music now), bein's believin' (I am rhythm now)
Pictures come alive, you can dance right through your life
What a feeling (I can really have it all)What a feeling (Pictures come alive when I call)
I can have it all (I can really have it all)Have it all (Pictures come alive when I call)
I can have it all(Bein's believin') bein's believin'(Take your passion, make it happen) make it happen(What a feeling)
what a feeling...


17 março, 2009

Pensamentos no dia


Clodovil morreu hoje. E sem discutir quem ele foi ou que fez, me chamou atenção a notícia que a decisão sobre a doação de seus orgãos e detalhes de organização do velório foi dos seus assessores políticos, pois não havia ninguem próximo, nem mesmo familiares para fazer isso. Pensei sobre isso.

Hoje a tarde, vagando um pouco por alguns blogs desconhecidos, li um post de uma mulher que chorava por não tem por quem chorar.

Acabei de entrar no site do Neto e li um post sobre o Pequeno Principe (assim que terminar o Castelo de Vidro, leio de novo esse livro). Pensei de novo.

Cativar e ser cativado, criar laços, ritos, tempo....a cor do trigo.

Hoje troquei inúmeros e-mails sobre absolutamente nada com amigos que transformaram " a cor do alumínio" ..rsrs, desculpem pelo trocadilho óbvio.

E agora estou aqui sentindo tudo isso, tudo tão misturado que não pretendo organizar.

Não cativo com muita facilidade e nem sempre invisto o tempo necessário pra isso.Principalmente quando lembro das pessoas que hoje me cercam de perto ou de longe, as vezes acho que elas me bastam, de tão especiais que são. Mas não é assim não. Há sempre mais do que imaginamos.

Às vezes dá preguiça, confesso. Mas o que me surpreende é o esforço que se faz pra encontra pessoas que sejam solos disponíveis, não para uma brincadeira só, mas para raízes. Jesus poderia estar falando disso também na parabóla do Semeador, por que não?

Nem de longe estou me queixando. Encontrei terras e terrenos maravilhosos. Comecei falando em cativar e terminei cultivando, é Neto, acho que uma coisa tem a ver com a outra sim!

Não ter alguém que saiba suas manias, chatisses, que conheça sua história, seus risos, choros, deve doer. Não chorar por alguém, não ter saudades sem fim, não ficar ansiosa pela chegada, deve doer, doer gelado.

Não sei quantas pessoas ainda me cativarão e quantas eu ainda cativarei, o jeito é viver pra ver.


Roubei o trecho do Pequeno Príncipe que estava no blog do Neto (vale a pensa passar lá pra ver). lindo.



XXI
E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

24 fevereiro, 2009

Likes and dislikes.

Meu carnaval foi bem diferente esse ano. Está deixando uma sensação diferente em mim. Fiz o que eu gosto: assisti muitos filmes, em casa, no cinema. Namorei bastante, comi coisas gostosas( comi meu cheesecake!). Enquanto isso, o meu pensamento durante todo o fim de semana misturou alegria e nostalgia, a chuva ajudou bastante, . Um pensamento foi recorrente: Likes and dislikes.
Lembro que uma das vezes que comecei terapia, cheguei com a questão: " Não sei qual é a minha cor preferida!", depois de umas três sessões, descobri que gostava muito de verde, mas só depois de um tempo abri mão de ter uma cor preferida, pra que serve mesmo? Acho que só pra aqueles caderninhos que adolescentes costumavam ter. Hoje estou interessada no que gosto e no que desgosto e não em ter preferências, se as tiver, ótimo, senão, não.
Eu gosto de não ter nada pra fazer o dia inteiro, gosto de dormir, gosto de conversar e rir e gosto, na mesma medida, de ficar calada deixando meus pensamentos livres. Gosto de ter amigos, mas esse fim de semana descobri, com um pouco de tristeza, que não tenho mais uma melhor amiga, daquelas de colégio, ou da mesma rua. Eu gostava disso, mas também gosto de ter vários bons amigos, não gosto do fato de que eles estão longe, em sua maioria.
Gosto de ter mudado tudo e de ter tido coragem pra isso, não gosto da falta que minha família, amigos, cidade e costumes me fazem, mas gosto de de aprender com isso.
Gosto de ter um irmão mais velho, não sei se gostaria do peso de ser a primeira, gosto de ter no meu irmão, um amigo. Gosto também de não ser a mais nova e de ter um irmão bem mais novo. Não gosto do trabalho que ele dá às vezes, mas gosto do brilho que ele tem e traz à família.
Gosto de música. Enquanto escrevo meu namorado toca, gosto. Gosto do meu namorado e de como ele é pra mim e de como aprendo com ele, toda hora. Não gostava da distância.
Não gosto de mau gosto, por isso sou grata a minha mãe, gosto dela também, me ensinou a maior parte das coisas que eu preciso hoje pra ser uma pessoa de bom gosto. Gosto do meu bom gosto. Ela gosta de falar bastante e esse gosto eu não tenho na mesma medida, porque também gosto da tranquilidade do meu pai, misturei um pouco dos dois. Gosto dos meu pais.
Gosto de cinema, mas nem sempre gosto da experiência. Não gosto de gente que fala, que tenta advinhar o que vai acontecer...já disse que não gosto de mau gosto, gosto de boas maneiras.
Gosto do meu trabalho, não gosto de acordar cedo, mas gosto quando no final do dia fiz o que precisava.
Não gosto de pensar muito pra escrever, por isso vou parar por aqui. Gosto de muitas outras coisas e desgostos de outras tantas mais ainda. Mas quando comecei a escrever não estava pensando em me apresentar por inteiro. Só queria deixar uma parte dos meus pensamentos nesse carnaval. Fiz muita coisa que eu gosto e durante algumas delas, senti falta de muitas outras. Acho que sempre é assim.
Amo também. E pra amar não se deixa de gostar. Acho gostoso gostar amando.
Gosto de preto, branco, verde, roxo, bege, laranja, marrom e vermelho...algumas vezes não gosto dessas e gosto de outras, depende da ocasião, tecido, objeto e uso.

Gostei da música que o Marcus Cézar (Gosto tanto dele!) tava cantando aqui do lado:


Temporada Das Flores
(Leoni)

Que saudade!
Agora me aguardem
Chegaram às tardes de sol a pino
Pelas ruas
Flores e amigos
Me encontram vestindo
Meu melhor sorriso
Eu passei um tempo
Andando no escuro
Procurando
Não achar as respostas
Eu era a causa
E a saída de tudo
E eu cavei como um túnel
Meu caminho de volta
Me espera, amor
Que eu estou chegando
Depois do inverno
É a vida em cores
Espera, amor
Nossa temporada das flores
Eu te trago
Um milhão de presentes
Que eu achava
Que já tinha perdido
Mas estavam
Na mesma gaveta
Que o calor das pessoas
E o amor pela vida
Me espera
Estou chegando com fome
Preparando o campo
E a alma pras flores
E quando ouvir
Alguém falar no meu nome
Eu te juro que pode
Acreditar nos rumores
Me espera, amor
Que eu estou chegando
Depois do inverno
É a vida em cores
Espera, amor
Nossa temporada das flores
Me espera, amor
Que eu estou chegando
Depois do inverno
É a vida em cores
Espera, amor
Nossa temporada das flores
Me espera, amor
Que eu estou chegando
Depois do inverno
É a vida em cores
Espera, amor
Nossa temporada das flores
Me espera, amor
Que eu estou chegando
Depois do inverno
É a vida em cores
Espera, amor
Nossa temporada das flores
Que saudade!
Agora me aguardem
Chegaram às tardes de sol a pino.