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07 janeiro, 2010

A Carta


Hoje recebi uma carta! Nem me lembro quanto tempo faz que eu recebi algo pelo correio que não fosse propaganda, encomenda ou contas!
Veio do Rio. Tão singela, tão honesta, cheia de carinho. Lembrei da discussão há uns dias atrás entre Mc e Rafael. Afinal, a Internet aproxima ou afasta as pessoas?
Eu não sei.Só sei que por causa da internet consegui construir esse relacionamento, foi com essa tecnologia que trabalhamos juntas por quase um ano, fazendo parte da mesma equipe e morando em cidades bem distantes.E depois que o vínculo do trabalho se foi, mantemos as lembranças pela net,novidades, conheci sua filhota, pela internet!
E hoje, depois do carinho cultivado, recebi um fruto saboroso. A carta que veio pelo correio.

Então deve ser assim. O melhor dos dois mundos.
A nova tecnologia nos uniu e a antiga surpreendeu de maneira graciosa.

BiÂÂnca e Mari, Obrigada! Muito obrigada! saudades!
ps: a gente bem que podia assitir sex and the city juntas! ia ser tudo! rs

11 novembro, 2009

Amigos


Pra que servem? Acredito piamente no SBI. Sólidas Bases do Interesse, para os desinformados. Nos relacionamos conforme nossos interesses.É assim, seja qual for a relação. Até mesmo os pais tem interesses nos seus filhos: satisfação, realização, amor...Mas nao quero falar sobre isso.
Estou pensando mesmo sobre amigos. Esses dias tenho pensado em amigos. Nunca pensei muito sobre isso porque sempre estive rodeada por eles no colegio, depois veio a faculdade, sem falar na sorte que tenho de ter um irmão/amigo. Então, a amizade, mesmo que não em multidoes, sempre foi uma realidade pra mim. Depois da minha mudança, conheci novos amigos, nova família, novo amor. Agora, aqui no Cariri, sinto que pedaços meus estão espalhados por aí. Os amigos fazem falta e não são facilmente substituídos, nem parcialmente. Meus bons e pouquíssimos amigos satisfazem minhas necessidades mais exigentes, mais abusadas, mais chatas, profundas, sublimes.E quando eles não estão, um pedaço de mim não está. Mas basta pouco tempo, uma conversa, um alô pra sentir aquecidos os lugares do meu coração que estão resfriados pela saudade.

Amigos,
sinto falta de vocês. Acho que não preciso dizer quem são, porque quem é, sente como eu, no coração.

19 abril, 2009

Para Ellen




Me despedi da minha amiga naquela tardezinha comendo caranguejo com quase todo grupo reunido. Nesse lugar já tinhamos rido e falado bobagens muitas outras vezes. Naquela tarde/noite, havia risos, brincadeiras, veneno ( sempre), mas podíamos sentir um peso diferente sobre o ar. A saudade já começava a se aproximar, avisando que agora era também parte do grupo. Quando dissemos tchau, foi como se fossêmos nos ver logo mais.


Não fui em sua casa, não dei o abraço de despedida. Achei mais fácil assim. Também sou covarde.


Hoje a tarde sonhei com a despedida. Realmente teria sido difícil. Mas a novidade é difícil de qualquer jeito. Ainda assim.


Ainda assim, eu queria deixar aquele momento na lembrança. Porque é disso que vou lembrar, Ellen.


Lembrar que em dois anos ou menos podemos construir uma amizade pela qual vale a pena chorar de saudade. Lembrar que pra falar de estilo, viagens, pra rir de besteiras e trocar confidências, servem duas cadeiras de um ônibus voltando do trabalho ou uma copa às 8 da manhã antes de tudo começar. Lembrar que pra ser amiga nem precisa emprestar um cinto, basta casacos pra uma viagem rápida pela América do Sul ( rs). Que amiga tem que botar a mã na massa sim! E fazer o parto de sua cachorra quando você está em pânico gritando pela casa feito doida, descabelada, enquanto a "parteira" está maquiada e de salto 15. Lembrar que não precisa nem estar perto, porque os e-mails bobos trazem a amiga pra perto todo dia.


Lembro....e penso. Penso, que a distância aumenta em 24 horas, os e-mails não serão tão constantes, não será possível reve-la tão facilmente...Ah! E agora vou ter que aguentar os abusos de uma amiga se achando no País anos luz daqui....nem to falando de economia e nem nada... to falando é de cosméticos mesmo!!


Vou sentir sua falta. E hoje passei o dia pensando na sua viagem, chegada no Japão, aí achei que eu poderia ajuda-los a te receber melhor fazendo uma listinha de orientações. Traduz pro japonês, anda com ela na bolsa, cola na porta de casa e te poupa do trabalho:


1- Não se aproxime muito rápido. Vai com calma que a pessoa é de escorpião. Qualquer movimento brusco e você poderá ficar paralisado para sempre! rs

2- Tenha bom gosto. Beleza é Básico (ou básica).

3-Não diga o que ela tem que fazer. Pedir ajuda ta liberado, mas ordens, Nunca! A não ser que queira perder um dedo ( no mínimo)

4- Quando ela chorar, não encare.

5- Saiba rir de besteiras, com classe.( Difícil equilíbrio, para poucos, sabemos)

6- Inteligencia é pre-requisito.

7- Encontre o sábio equílibrio entre oferecer ajuda e forçar a barra. Ela não gosta de se sentir acuada.

9-Não se deixe enganar pelas aparências, ela não é durona.

10- Cuide bem da nossa amiga. Com classe e estilo. Boa educação,sempre.Mas, sem frescura!




Pessoa Ellen,


Felicidade, sucesso e glamour!

Com todo carinho do mundo.











17 março, 2009

Pensamentos no dia


Clodovil morreu hoje. E sem discutir quem ele foi ou que fez, me chamou atenção a notícia que a decisão sobre a doação de seus orgãos e detalhes de organização do velório foi dos seus assessores políticos, pois não havia ninguem próximo, nem mesmo familiares para fazer isso. Pensei sobre isso.

Hoje a tarde, vagando um pouco por alguns blogs desconhecidos, li um post de uma mulher que chorava por não tem por quem chorar.

Acabei de entrar no site do Neto e li um post sobre o Pequeno Principe (assim que terminar o Castelo de Vidro, leio de novo esse livro). Pensei de novo.

Cativar e ser cativado, criar laços, ritos, tempo....a cor do trigo.

Hoje troquei inúmeros e-mails sobre absolutamente nada com amigos que transformaram " a cor do alumínio" ..rsrs, desculpem pelo trocadilho óbvio.

E agora estou aqui sentindo tudo isso, tudo tão misturado que não pretendo organizar.

Não cativo com muita facilidade e nem sempre invisto o tempo necessário pra isso.Principalmente quando lembro das pessoas que hoje me cercam de perto ou de longe, as vezes acho que elas me bastam, de tão especiais que são. Mas não é assim não. Há sempre mais do que imaginamos.

Às vezes dá preguiça, confesso. Mas o que me surpreende é o esforço que se faz pra encontra pessoas que sejam solos disponíveis, não para uma brincadeira só, mas para raízes. Jesus poderia estar falando disso também na parabóla do Semeador, por que não?

Nem de longe estou me queixando. Encontrei terras e terrenos maravilhosos. Comecei falando em cativar e terminei cultivando, é Neto, acho que uma coisa tem a ver com a outra sim!

Não ter alguém que saiba suas manias, chatisses, que conheça sua história, seus risos, choros, deve doer. Não chorar por alguém, não ter saudades sem fim, não ficar ansiosa pela chegada, deve doer, doer gelado.

Não sei quantas pessoas ainda me cativarão e quantas eu ainda cativarei, o jeito é viver pra ver.


Roubei o trecho do Pequeno Príncipe que estava no blog do Neto (vale a pensa passar lá pra ver). lindo.



XXI
E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

24 janeiro, 2009

Mudanças


Tudo muda o tempo todo, mas só quando algumas coisas mudam é que sentimos realmente a vontade de mudar junto, mesmo que não seja pro mesmo lugar. Há algum tempo atrás não havia a menor possibilidade que eu viesse morar em Fortaleza, meu irmão veio e assim fiquei sem ele em São Luís, precisei mudar. Trabalhando na Alumar, mudei e mudei junto com amigos que até hoje se transformam dentro de mim. E juntos fomos mudando...alguns estão mais longes que outros e uma grande amiga está prestes a ficar há um dia de distancia.
Depois, mais mudanças, ótimas mudanças e eu vim pra cá, morar com meu irmão e ficar perto do meu namorado, foi uma mudança fantástica, mas precisei mudar, porque a outra parte da família ficou: pai, mãe, Filipe, casa... mudanças.
Agora, Rafael volta pra São Luís. Eu fico aqui e meeu irmão lá... mais mudanças. Já sinto que vou precisar mudar. E mesmo com tudo em movimento, mesmo com tudo mudando, se mexendo, algumas coisas ficam, fincam, permanecem! Nunca iguais, mas sempre são. E esses sentimentos, lembranças, apoios e carinhos que ficam, me fazem mudar.

18 janeiro, 2009

Memear

Nem tudo precisa ter sentido...e às vezes quanto mais sem sentido, mais divertido. Então vamos lá: Memear!

Pronto. A mais nova brincadeira dos blogueiros, e já que os blogs surgiram como diários pessoais na web vale a pena, vez por outra, entrar na onda.Eis a prática de memear. AQUI vão as regras para memear:
- Colocar o link de quem te indicou pro meme :Rafael
- Escrever estas 5 regras antes do meme pra deixar a brincadeira mais clara;
- Contar os 6 fatos aleatórios sobre você (isso é memear!);
- Indicar 6 blogueiros pra continuar a brincadeira; (Marcus Cezar, Equilibrista, Aécio Neto, Felipe Pontes, Diogo Viana )- Avisar para esses blogueiros que eles foram indicados.


1. Não saio de casa sem pó compacto
2. Já fui casada
3. Compro mais roupas do que livros
4. Eu gosto de Britney Spears ( sim! eu admito.)
5. Sou mais chorona do que pareço
6. Já fiz várias viagens ( inclusive internacionais) mas nunca fui ao Rio de Janeiro ( esse ano pretendo resolver isso!)

11 janeiro, 2009

Sim


Foi lindo. E foi aqui que a festa começou. Ontem foi o casamento da Flávia e do Carlos Filho, minha cunhada e um bom amigo, acho que posso chamar assim. Fiquei emocionada, com tudo: bom gosto, simplicidade, alegria, principalmente com a alegria no rosto dos convidados, cada um de um jeito especial. O choro rápido e bonito (e por mim previsto) da tia Gina, o choro contido mas não muito bem disfarçado do Conde Bel, o sorriso largo e tranquilo no rosto do noivo, a elegância e graça da mãe do noivo, Adriana, que nem conheço mas já admiro. Irmãos, avós, amigos, todos emocionados. Ah! mas é claro que todos os olhos estão voltados pra ela: a noiva! que entrou linda e digna, serena e orgulhosa, como todo noiva deve ser.
Eu não me emociono sempre em casamentos, não acho todos românticos,nem bonitos e alguns nem necessários. Não acredito em contos de fadas, acredito mesmo no amor, com ou sem grinalda.
O de ontem foi com grinalda e esse me emocionou bastante!
Enquanto escrevo, recebo fotos do casamento, estão todas lindas, o sorriso estampa o rosto de todos. Foi alegre, romântico, as músicas impecavelmente escolhidas. Não foi só uma festa, foi um casamento de duas pessoas que podiam nao estar ali, mas que escolheram dizer sim. Isso eu acho lindo. E que seja lindo agora e sempre. Felicidades aos noivos! lots of love!