quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Espelho


Depois de chegar de viagem, dormir o sono que perdi na madrugada e assisti um pouco de televisão, um pouco de futilidade faz bem de vez em quando, pra mim pelo menos.
Depois dessa maratona, bateu uma sensação engraçada, boa e urgente. Cuidar de mim. Piegas? talvez. Mas foi assim.
Vontade de correr pra um salão de beleza( adoro salões de beleza!!) mudar o corte, fazer as unhas, arrumar o guarda roupa. Jogar algumas coisas fora, comprar outras!
Gosto de todas essas coisas, mas gosto assim, quando a bate a vontade. Quando o corpo pede cuidado, quando o "ego" pede massagem, quando o narciso pede espelho.
Bem, estou assim agora. Planejando um fim de semana de estudo e fleur.
Tenho que aproveitar porque talvez semana que vem eu peça cama, preguiça e bagunça.

Salomão era mesmo sábio!
"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu..." Ec 3.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Ditadura Gay!



Toda essa comoção que está feita por causa do projeto de lei que torna crime a homofobia, está me irritando! O tamanho do preconceito das pessoas, não tem limite! Os argumentos são ridículos e a ignorância absurda! Recebi essa crônica e percebi que eu não poderia falar sobre isso de forma melhor, então aí vai:


Ditadura Gay
por Antonio Prata, Seção: Crônica do Metrópole


“Você é a favor da aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais?” Desde que a enquete apareceu no site do senado, faz umas semanas, evangélicos de todo o país iniciaram uma cruzada via internet, pelo direito de ofender pessoas que namoram pessoas do mesmo sexo.
Uma senhora chamada Rosemeire, por exemplo, expondo num blog seu temor de que a lei seja aprovada, disse que vivíamos “O início da Ditadura Gay no mundo!”. Pelo que entendi, Rosemeire acredita que está em curso uma batalha global, travada entre héteros e homossexuais, pela hegemonia na Terra. Hoje, os héteros estão vencendo, mas é só porque têm amparo legal para chamar os gays de viadinhos, as lésbicas de sapatonas e rir das piadas do Juca Chaves. No momento em que passarem a punir quem ofender pessoas que namoram pessoas do mesmo sexo, elas perceberão que chegou a hora, sairão todas correndo da The Week e tomarão o poder.
Imagine só, Rosemeire? Criancinhas terão de cantar Village People, na escola, enquanto assistem ao hasteamento da bandeira do arco-íris. Aos domingos, em vez de futebol, as TVs transmitirão Holiday on Ice e, com dezoito anos, os jovens serão obrigados a alistar-se no exército, fazer flexões de braço, dormir e tomar banho, uns na frente dos outros. Que horror!
Se você acha que Rosemeire exagerou, é porque não leu o blog de Rozângela Justino, cristã, psicóloga e indignada: “Se este Projeto (...) for aprovado, estaremos institucionalizando em nosso país o sistema de castas e todos aqueles que não forem homossexuais serão considerados cidadãos de segunda classe.”
Uau, Rozângela! O mundo, então, seria governado pela casta das Drag Queens? Um advogado gay, de terno e cabelo curto, seria de uma casta intermediária? E lutadores do Ultimate Fighting, viveriam de esmolas? Bem, talvez não...
Quanta imaginação têm as duas mulheres. Se seus piores pesadelos fossem filmados, seria preciso unir o talento de um Fellini com o de um Clóvis Bornay; juntar, no mesmo caldeirão, George Orwell e Andy Warhol; vislumbrar as ruas de Nova Déli sendo percorridas pela banda de Ipanema.
Se bem que... Sei lá. Pensando melhor, talvez o temor de Rosemeire e da Dra. Justino tenha algum fundamento. Veja o caso dos negros: há poucas décadas, todo mundo contava piada racista e eles eram cidadãos de segunda classe. Veio esse papo de igualdade, o que aconteceu? Um mulato chegou a presidente dos Estados Unidos!
A batalha racial já está perdida, mas a sexual ainda pode ser ganhar! Basta ir ao

http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0, clicar em NÃO e mostrar a todos que ainda tem gente disposta a lutar por um mundo INJUSTO, DESIGUAL e PRECONCEITUOSO!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Amigos


Pra que servem? Acredito piamente no SBI. Sólidas Bases do Interesse, para os desinformados. Nos relacionamos conforme nossos interesses.É assim, seja qual for a relação. Até mesmo os pais tem interesses nos seus filhos: satisfação, realização, amor...Mas nao quero falar sobre isso.
Estou pensando mesmo sobre amigos. Esses dias tenho pensado em amigos. Nunca pensei muito sobre isso porque sempre estive rodeada por eles no colegio, depois veio a faculdade, sem falar na sorte que tenho de ter um irmão/amigo. Então, a amizade, mesmo que não em multidoes, sempre foi uma realidade pra mim. Depois da minha mudança, conheci novos amigos, nova família, novo amor. Agora, aqui no Cariri, sinto que pedaços meus estão espalhados por aí. Os amigos fazem falta e não são facilmente substituídos, nem parcialmente. Meus bons e pouquíssimos amigos satisfazem minhas necessidades mais exigentes, mais abusadas, mais chatas, profundas, sublimes.E quando eles não estão, um pedaço de mim não está. Mas basta pouco tempo, uma conversa, um alô pra sentir aquecidos os lugares do meu coração que estão resfriados pela saudade.

Amigos,
sinto falta de vocês. Acho que não preciso dizer quem são, porque quem é, sente como eu, no coração.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O poder de uma decisão


Madonna cantou sobre o poder do "goodbye" e eu decidi tentar escrever sobre o poder de uma decisão.
Passei dois dias angoniantes tentando decidir! Por que é tão difícil decidir? porque depois não temos desculpas, depois não se pode reclamar, depois não adianta resmungar. O máximo que se pode fazer é admitir o erro. Ah! e como eu não gosto de errar....é verdade. O fato de eu errar demais não quer dizer que eu tenha prazer com isso.
Dor de barriga, sono, irritação, falta de apetite...uma bagunça sem tamanho. Quando não temos oportunidades, somos vítimas ( lógico que não somos, mas preferimos pensar que sim), mas quando a ação nos chama, aí não tem jeito. Você tem que decidir.

Decidir se vai sair de casa com essa cara de quem não dormiu ou se vai levantar um pouco mais cedo, lavar o rosto, passar uma base e garantir que a maquiagem só realce o que seu rosto tem de bom.
Decidir se aceita um trabalho imediato, ou se acredita de verdade em você mesma a ponto de esperar uma coisa melhor.
Decidir se casa ou se compra bendita bicicleta e se livra dos pneuzinhos!
Decidir caminhos e não vacilar. Errar, sim. Pode ser. Não gosto, mas pode ser.
São decisões que marcam pessoas, pelas suas decisões, pessoas são reconhecidas para sempre, bem ou mal.
Essa tal de responsabilidade não é fácil não. Mas não há escapatória.
Quanto a mim, prefiro errar, não gosto, mas prefiro o erro à inércia. Depois de ficar parada, não posso me perdoar por ter deixado o mundo passar.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Sem Perspectiva Nenhuma


Já ficaram assim? Nem sei porque pergunto, a resposta deve ser sim. Afinal, faz parte de nós essa sensação de vazio e indefinição. Ela não é sentida sempre, não poderíamos suportar, mas de tempos em tempos ela mostra que está por ali, de vez em quando bate à porta e as vezes nos invade sem pudor algum.
Dessa vez, estou experimentando a sensação batendo à porta, de mansinho e até respeitosamente, me dando oportunidade de pensar novos caminhos, de responder, de experimentar o momento sem desespero. Mas só dessa vez.
E por que isso? e pra que isso? são perguntas sem respostas, eu sei, mas mesmo assim, não me canso de perguntar, não consigo evitar. Sei que não tem nada a ver com questões práticas do dia a dia, já me enganei pensando sobre isso. Mas hoje, vejo que essa sensação não diz respeito a isso. Talvez arrumar o guarda roupa, fazer planos ou resolver pendências até me distraiam um pouco, mas não tem nada a ver com o cerne da questão. Também, dessa vez, não tem nada a ver com aquele período sombrio do mês de algumas mulheres(meu caso, obviamente).
Não tem a ver com nada, ou melhor, essa sensação é o nada. E a percepção absurda do nada, inércia, vazio, fim.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Irritando Tássia Pinheiro


Me imaginava no programa da Fernanda Young dizendo: "Pacas! Crianças mal educadas, pais apáticos e adultos sem limites, me irritam pacas, Fernanda!". Era o que eu fazia pra não enlouquecer hoje vindo de um vôo de Fortaleza pra São Luís.
Uma criança na minha frente berrava enquanto a mãe ria e colocava o mp3 nas alturas( mesmo com a comissaria já tendo dito: " a parrrtirr desse momento todos os equipamentos êlêtrônicos deverão perrrrmanecerrr desligados!"), uns 5 marmanjos de no mínimo 40 anos cada, falavam alto, gritando besteiras e agindo como nenhum garoto de 13 anos deveria agir. Enquanto isso, eu, morta de sono porque saí de Juazeiro às 3:00 da manhã, tentava imaginar as consequências dos meu atos, caso eu fizesse tudo que passava pela minha cabeça naquele momento. Mas lógico que ninguem tem nada a ver com isso, e eu que aguente, heroicamente, por uma hora o show de horrores.

Me irrita pacas!!! Pacas! Não consigo explicar como a falta de educação e limites me irritam! Nós brasilieiros temos muitas coisas das quais nos orgulhar, mas eu não vejo graça nenhuma nesse jeitinho que faz com que todos se sintam a vontade pra falar na altura que quiser, na hora que quiser e onde quiser. Fernanda concordaria comigo e continuaríamos a falar do meu novo livro de sucesso entre piadas ácidas e comentários sarcásticos.
Cada um lida com a raiva como pode. Eu fiz isso até conseguir dormir...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Pergunta

Por que ele era assim tão pesado? Sempre imaginou como seria não pensar, como seria não ter tantas perguntas? Lá estava ele se questionando de novo. Parecia muito simples a caminhada das manadas, não, ele não podia supor isso. Era muito egoísta.
Pra quem ele se exponha? O que ele queria que vissem? e depois que vissem e descobrissem, o que ele esperava que dissessem? mais perguntas.
Aos 12 ele levava a vida com uma certa leveza, não se lembrava porque agora, não muito tempo depois, enquanto ela estava diante dele, esperando uma resposta, tudo parecia uma tortura. Ele não tinha respostas. E perguntas incomodam demais, calou-se.
Ele sentia-se chato, entediante. Logo ele.Não gostava de ser confuso.
Estava decidido, então respondeu: Não sei. Só sei que agora quero aprender, quero aprender a viver mais leve, mais simples e mais livre. Você sabe como?
E terminou com uma pergunta.